Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
Acorda, toma um café, penteia esse cabelo e saiba que você não precisa de mais ninguém para ser feliz. O mundo é seu.
Tenho saudades do tempo em que os deveres de casa eram operações de adição e subtração, sorvete de chocolate era a melhor sobremesa, assistir a sessão da tarde era a opção para um dia chuvoso e apenas com uma nota de R$5,00 eu já me sentia rica. Recompensa era poder comer doces antes do almoço, assistir os desenhos matinais era lei e andar descalço era regra. Ser descolada na escola era ter uma caixa de lápis de cor com 48 cores ou uma mochila com rodinhas. Meus maiores vilões eram o dentista, aquela famosa “picadinha” da injeção e merthiolate para os joelhos ralados, pois naquela época ainda ardia. Saudades de quando a garotinha da mamãe e a princesinha do papai ainda existiam. Naquele tempo tinha-se que comer todos os legumes do prato, ir para cama cedo e era necessária a companhia de um adulto para ir a qualquer parte. As frases: leve o casaco, escove os dentes e não esqueça de lavar atrás das orelhas eram usadas com frequência. Essa fase passou. Finalmente a minha pressa para crescer surtiu efeito. Contraditório não é mesmo? Naquela época tudo o que eu mais queria era crescer e hoje daria qualquer coisa para voltar a ser criança. Agora aquela frase: A gente só aprende a dar valor quando perde está começando a fazer sentido para mim. Depois que cresci percebi que o bicho papão, o homem do saco e os monstros que moravam embaixo da minha cama eram fichinha perto das pessoas.
Porque eu juro, entre todas as coisas do mundo, eu escolheria te abraçar agora.
A gente ama quando aceita o lado ruim do outro. Aceitar as qualidades é tão fácil. Na hora de conviver com cada defeito o bicho pega. E pega de jeito.
Não importa o assunto, ou se seu texto te parece bom ou ruim, se você dá um leve suspiro de alivio após a escrita, foi genial.